quarta-feira, 31 de março de 2010


Tenho silêncios tão meus
tão profundos...
Nem por isso deixo de amar

O lugar onde guardo o amor
é indestrutível, inabalável.


- Arnalda Rabelo -

(Tela - Michael & Inessa Garmash )


MILAGRE

Nesta manhã um raio de sol
atravessou minha janela...
Eu ainda dormia

Havia tanta graça
Milagre...
Esqueci-me até da nuvem escura
bailando na noite.
Meu coração florescia

Arnalda Rabelo

segunda-feira, 29 de março de 2010


[...] Então, seguimos assim...
Após essa ventania, não se sabe mais o que restou do jardim...

Surpreendentemente talvez possamos juntar os “cacos”,
e formar um novo vaso...
Algumas pinceladas com tintas coloridas, e...
Quem sabe um novo jardim?

Será que ainda aprenderemos
a proteger nossas flores dos próximos temporais?...


Arnalda Rabelo

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[...]É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

...Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa
grande...
...é a sua sensibilidade, sem tamanho...
Willian Shakespeare



Sem espiritualizar muito, de maneira fria e real tenho pensado muito
sobre isto nestes dias.
"Como é difícil conviver com esta elasticidade das pessoas!"
"Elas se agigantam e se encolhem"
"Algumas vezes nos roubam, outras nos devolvem ...”

*

domingo, 28 de março de 2010



Além da visão

Permita-se me olhar
além da visão.
Há pedras preciosas
sendo lapidadas,
pérolas sendo forjadas...
Só as enxergará com os olhos do coração.

Arnalda Rabelo

(Tela - Der Jen )

sábado, 27 de março de 2010



Deixe-me te olhar

Não digas nada
Deixe-me te olhar
Não sabeis que os olhos falam?
Dizem tudo o que os lábios
costumam calar
Não digas nada
Deixe-me entrar
por teus olhos
Inundar-me de ti...

Arnalda Rabelo

(Tela - Richard S. Johnson)

sexta-feira, 26 de março de 2010



Amanhece!

Ouve-se o riso das flores
Borboletas bailam no jardim
O orvalho tem cor doce
O céu sorri para mim

Cai chuva em solo fértil
Exalando delicados perfumes
Sente-se suave euforia
Amanhece! Claro é o dia!

Arnalda Rabelo

(Tela - Vladimir Volegov )

quinta-feira, 25 de março de 2010



Virtude

Que eu nunca perca a paixão
ao ver o dia acordar sorrindo
para mim
Que essa paixão me mova rumo
aos meus sonhos
Que eu compreenda
Nasci para plantar flores
Espalhar cores
E, se por alguma razão
em algum momento
eu não puder fazê-lo
Que eu aceite
Saber receber
e saber silenciar
também são virtudes.

Arnalda Rabelo

(Tela - Vladimir Volegov)

quarta-feira, 24 de março de 2010



Vida... Rosa Delicada

Viver é lindo e doído
Essa dor nos faz crescer
Cultivamos jardins
Nos ferimos nos espinhos
Frágil vida
Rara flor
Amor
Ah... Vida!
Rosa delicada e sagrada
Ah... Vida!
Preciso te aprender!

Arnalda Rabelo

(Tela - Vladimir Volegov)


Para você, eu colheria
todas as flores,
Só para ver o seu coração sorrir..

Arnalda Rabelo

(Tela - Michael & Inessa Garmash)


Saudade

Hoje eu amanheci assim
Ouvindo uma melodia nova
Sentindo uma saudade antiga
Hoje eu amanheci assim
Tão longe de você
Tão longe de mim...

Arnalda Rabelo

(Tela - Roman Frances)

terça-feira, 23 de março de 2010



É outono...

Folhas pálidas
desprotegidas ao chão
Ouço o ruído frio das árvores
junto ao riacho
Ouço uma voz
Uma doce voz
Parece vir dos céus...
Preciso de silêncio para ouvi-la melhor
Preciso de silêncio para quebrantar-me
Preciso de silêncio para renascer
Porque hoje é outono.

Arnalda Rabelo

(Tela - An He)


Pétalas de amor

Quando ouço pelas manhãs
as doces melodias do dia
minh’alma sussurra seu nome
na esperança que o vento
leve até você
pétalas de amor.

Arnalda Rabelo

segunda-feira, 22 de março de 2010



Enquanto vivermos nesta terra, neste corpo corruptível
estaremos sujeitos a algumas dores...
Inexplicáveis dores.
Algumas até parecem eternas...
Por serem intensas, nos esquecemos que há uma mão soberana
que há tudo governa, e como crianças nos vemos
agitados de um lado para outro.

São tantos os “porquês”...
O nosso “eu” gritando, nossas vontades...

Algumas situações jamais conseguiremos explicar
Se quer entenderemos um dia...

Será que precisamos mesmo entender?
Ou apenas crer e obedecer?...
Não sei...
O que eu sei é que Deus não deixa sua obra inacabada
Tamanho é o seu amor, que excede a nossa compreensão
Um amor que não desiste de nós, apesar de nós...

Lancemo-nos em seus braços de amor
Como crianças... livres, desarmados...
Deixemos que Ele nos conduza
Há um lindo bordado traçado
Há fios azuis no tear
As mesmas mãos que fez o traço é fiel para bordá-lo.



Arnalda Rabelo



* Que esta seja uma semana agraciada
para todos nós!


Um terno abraço a todos vocês!

domingo, 21 de março de 2010



INDAGAÇÕES

Que cor fica o céu quando a lua vem beijar o mar?
Sobre o que conversam nesse instante?
Será que falam dos polvos que dormem lá nas profundezas
esperando o dia clarear?
Ou será que dançam com as algas
verdes, da cor dos olhos teus?...

Que cor fica o céu, quando a lua vem beijar o mar?...


Arnalda Rabelo.


Agradecida estou, pelos campos de trigo,
pelos feixes de amor...
pelos jardins,
Pelas flores colhidas,
Pelas flores partilhadas...
Obrigada meu Pai
Sobretudo,hoje eu preciso de Ti
Muito mais que desse fôlego, o qual chamam de vida
eu preciso da Tua presença
Preciso das águas cristalinas que escorrem de suas mãos
Águas que saciam a sede da alma.

Eu preciso de Ti meu Pai!

Deixa-me sentar em seu colo,
Abraça-me
Diga-me que o inverno já passou...
Aquieta-me o coração
Envolva-me no manto de sua graça
e faz-me acreditar de novo na primavera
Arrebata-me para um lugar de paz, onde o céu é mais azul
Hoje,tudo o que eu preciso, seu colo
Meu Pai... Papai...Paizinho...

Arnalda Rabelo

quinta-feira, 18 de março de 2010



Eu Te Amarei Sempre...


Eu estarei aqui por você querido
Eu estarei aqui só para te amar
Na verdade eu viverei por você
Eu morrerei por você

Só a você eu amarei o resto dos meus dias
Serás para mim oásis no deserto
Serei para você o néctar das flores
nas manhãs outonais


Eu te amarei como ninguém jamais te amou
Te amarei sob a luz prata da lua
Te amarei sob as estrelas douradas
Eu te amarei sempre ...

Serás minha ternura mais doce
nas noites de inverno
Minha loucura mais lúcida
nas tardes de verão

Nas noites sonharei com seus olhos
Nas madrugadas frias teu corpo me aquecerá
O beijarei com os beijos guardados somente para você
Eu te amarei sempre...

E quando o dia amanhecer ainda te amarei
Serás minha realidade e fantasia
Meu poema e inspiração
Minha terna e eterna canção

E eu te amarei sempre
Nas quatro estações
Eu viverei por você
Eu morrerei por você

Eu te amarei sempre...

Arnalda Rabelo



SILÊNCIO

Te vejo no silêncio
dos meus sonhos
tocando minha alma de estrelas
Quem dera coubesse mais luz
no infinito do encontro...
Acordaria a alva...
Despertaria o sonho de cristal
adormecido precocemente...

Arnalda Rabelo

terça-feira, 16 de março de 2010



AUSÊNCIA

Passam as horas frias do dia
Não te vejo
Não te sinto
Nem ouço a sua doce voz aguçando meus sentidos

Talvez tenhamos nos perdido entre um verso e outro
Ou quem sabe uma ventania tenha levado o mel da sua presença

E a tarde vai findando em doce melancolia
E outra vez é noite
O céu povoa de estrelas
Ah! A lua!
Quem sabe ela me traz notícias suas...

Arnalda Rabelo



Outono

Que importa se ainda é outono,
Se o amor floresce em uma barquinha azul?

Que importa se os lírios
não difundem em aromas e cores
Se em outras primaveras envolvi-me com as flores
guardando algumas mudas de amor?

Que importa se a noite é densa
sem estrelas, sem luar
Se aqui dentro
flores de mil cores enfeitam o meu olhar?

Que importa? ...

Arnalda Rabelo

segunda-feira, 15 de março de 2010



Vozes do silêncio

Há vozes na leveza dos ventos
Há vozes na euforia das abelhas
ao sugar o néctar das flores
As águias, quando alçam vôos ao azul do infinito
em busca de renovação, também ecoam aos céus
um cântico de paz

Há vozes no silêncio!

Ouça o hino sagrado do bailar das ondas ao entardecer
Há uma cantiga serena...
É preciso estar pronto para ouví-las
Ouça as madrugadas silenciosas
onde alguns corações dormem juntos, porém separados
Nessas madrugadas os amores acordam,
e se unem em uma só doçura,
uma só poesia

Há vozes no silêncio...

Ouça o clamor da alma do poeta,
ao dar a luz a um poema.
Essas palavras vêm como lanças
Penetram a alma
Misturam no sangue
Possuem o poder de
afagar,
consolar
ou simplesmente amar!

Há vozes no silêncio!

Arnalda Rabelo.

domingo, 14 de março de 2010




Seus Olhos

Hoje
Eu não queria dormir
sem os seus olhos
Juro que não queria

Hoje,
Falta-me o ar
Preciso deles pra respirar

Antes que eu adormeça
clamarei aos céus,
aos anjos
e as estrelas
que a mim não neguem um pedido
e com você eu possa sonhar

Hoje,
Eu não queria dormir
sem os seus olhos

Juro que não queria...

Arnalda Rabelo

DOCE POESIA

A poesia chega
assim...
Acanhada
De pés descalço
E...
Docemente
Passa pelos jardins desertos
Liberta o grito aprisionado
A dor emudecida
A alegria contida

A poesia é livre!

Restaura os poços secos da alma
Inunda-os com flores
E, sob uma sinfonia de pássaros
Traz de volta o arco-íris.

Arnalda Rabelo

* 14 de março - Dia Nacional da Poesia *

sexta-feira, 12 de março de 2010




Gratidão

Ela amava as cores do dia
Todas as manhãs Deus
soprava a ela pétalas de vida
Neste momento recebia
o orvalho da Graça
da alegria,
da gratidão.

Arnalda Rabelo



Casinha de sonhos

Era uma casinha de sonhos
emoldurada com flores,
pássaros
e sons de flauta

Lá viviam
borboletas lilases
Estrelas de cor doce
e alguns sentimentos
de felicidade.


Arnalda Rabelo

sábado, 6 de março de 2010



És mulher

És ninho que acolhe
e aquece em prece
Mar de águas doces
e profundas
Folha que não se perde
em ventanias ou vendavais
És preciosa
Jóia rara
És Mulher!

Arnalda Rabelo

* 08 de março - Dia internacional da mulher
Parabéns!!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



Talvez Você Não Saiba

Talvez você não saiba
Mas, essa tarde trouxe uma cascata dourada
de passaradas em revoadas
num lindo cenário, cruzando todo o céu azul.

Talvez você não saiba
Mas, a noite anuncia a chegada de novos sonhos
e estrelas prateadas, vestidas de esperança
abrangendo desde o norte até o sul.

Logo, logo será madrugada
e novamente a alvorada
a espera de novos brotos
brotos novos de doces amêndoas e romãs.

E eu, só por isso sou feliz!
Só por isso...

Arnalda Rabelo




Flores Eternas

Sopram os ventos
Balançam as flores
A poesia que inunda
minha vida
Não cala
Não morre
Busco flores do alto
Colho frutos dos céus
Especiarias e aromas
Eternos favos de mel.

Arnalda Rabelo

sábado, 20 de fevereiro de 2010


Simplesmente Mulher

Tens o poder de mudar os ares da casa
Nas mãos olores de todas as rosas
Nos lábios palavras sábias
Coração embebido de mel
Perseverança nos sonhos
Grandeza nas ações
Ara a terra
Replanta sementes
Cultiva jardins interiores
Faz nascer sol no inverno
Sua força está em Deus
Que a fez verdadeiramente especial
A fez dócil
Terna
A fez simplesmente
Mulher.

Arnalda Rabelo.

(08 de março- Dia Internacional da Mulher)

sábado, 6 de fevereiro de 2010




Fé...

Vou colorir meus dias com cores vivas
mesmo que o meu céu esteja cinzento
Vou conversar com as minhas roseiras ainda em botões
Contar para elas histórias doces e felizes
Vou sorrir para as açucenas e cantarolar com os pardais
E quando as primeiras chuvas derem sinal
meus jardins já estarão regados e alimentados
pelas águas da fé e da esperança.

Arnalda Rabelo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010




Ainda ontem nos olhamos

Ainda ontem nos olhamos
Não tivemos como disfarçar o amor
que há tanto tempo nos ajuda a respirar
Dos nossos olhos espargiram cores rubras
Sua pupila beijou-me num silêncio intenso
Senti o sabor
O aroma
Submergindo minh’alma
Colorindo meu céu
Acalmando-me
Ainda ontem nos olhamos...

Arnalda Rabelo

domingo, 27 de dezembro de 2009



Feliz Ano Novo!

É chegado um Novo Ano
Junto a ele encerram-se alguns capítulos
É chegado um Novo Tempo
Cabe a nós torná-lo realmente Novo.

É tempo de levantar as mãos aos céus e agradecer
Abrir os olhos do coração, reconhecer a luz soberana sobre nós
Receber uma graça especial para trilhar novos caminhos
Acordar os sonhos adormecidos, e pela fé trazê-los a existência.

É tempo de esvaziar os odres para receber vinho novo
Abrir novas páginas, escrever novas histórias
Multiplicar os abraços, as ações de bondade
Valorizar o outro, almejar o amor, a paz

É Tempo de alcançar o inalcançável
Abraçar os dias com gratidão, alegria e perseverança
Replantar sementes, colher novas flores, novos frutos
Transpor fronteiras com ousadia e firme esperança.

Arnalda Rabelo

terça-feira, 22 de dezembro de 2009



Jesus- Nossa Alegria!

Ele veio e mudou a história
Mudou as rimas
Mudou os versos
Trocou o pranto
por cânticos de ESPERANÇA e SALVAÇÃO!
Vestiu-nos com vestes do mais puro linho
Calçou nossos pés com palavras de paz
E hoje, nos convida a ocupar um lugar a mesa
Um lugar separado para os filhos
Um lugar de honra
Há uma ceia preparada
Há flores e frutos
Vinho e pão
Toalhas alvas a ornar
E o maior presente para Ele
é o nosso coração
desarmado, aberto...
pronto a compartilhar.

Arnalda Rabelo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009





E outra vez é natal!

O espírito natalino aquece o meu coração
de tal forma a não caber dentro do peito
Gostaria de enlaçar a todos em um abraço
Dizer o quanto são essenciais em minha vida

Gostaria de pintar o mundo com as cores da paz
Pedir perdão a quem de alguma maneira feri,
Liberar perdão a quem me ofendeu
Estreitar os laços já existentes, criar outros...

Gostaria de respirar fundo, encher o peito de amor a exalar pelos poros
E se fosse possível, recolher as flores pálidas
que em alguns momentos espalhei, e trocá-las
pelas margaridas brancas, hoje brotadas em meu jardim

Gostaria de encher meus cestos com frutos doces
Distribuí-los a quem meu braço alcançasse
Enfim, gostaria que esse espírito perdurasse
e que todos os dias da minha vida fosse natal.

Arnalda Rabelo.

domingo, 6 de dezembro de 2009






É Amor...

Quando amamos alguém com toda
nossa força, com todo nosso ser
a impressão que temos é que respiramos
a presença do outro.
Conseguimos ser felizes com “coisas” simples,
um olhar, um gesto, um sorriso...
Quando esse alguém se faz ausente
é uma ausência latente, inquieta, viva,
uma saudade que mistura no sangue,
revitaliza as células...
Talvez uma ligação de alma que tanto acalma
ou uma tortura constante que tanto inflama.

Arnalda Rabelo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009




Vida!

Hoje acordei com sede de viver
Hoje almejo um pouco mais que existir
Quero viver e vivenciar
esse fôlego chamado vida
Quero plenitude!
A vida que recebi é graciosa demais para ser insignificante
Quero viver de maneira sublime
Dançar, sorrir, amar, sonhar...
E muito mais que isso
Quero realizar!
A vida acontece agora!
Esse é o momento!
Quais são os projetos para hoje?
Quais sonhos dançam com entusiasmo
nos olhos claros do dia?
Eles querem ser livres...
Querem voar!
Eles tem asas!
Podem voar!
A noite levou consigo toda inércia
toda paralisia
Tudo se fez novo nesta manhã!
Sei que posso ir além...

Arnalda Rabelo

quinta-feira, 8 de outubro de 2009




Há uma criança...

Há uma criança morando em mim
Que nunca cresce
Ela acredita num mundo cor de rosa
Onde o amor ainda prevalece
Sente flores no outono
Colhe sol no inverno

Acredita no perdão
No amor
E na paz
Acredita em amigos verdadeiros
Que se doam por inteiro
Acredita em fadas com varinha de condão
E no poder de tocar o coração

Brinca de faz de conta
E faz de conta que o mundo é puro
E faz de conta que o mundo é bom

Há uma criança morando em mim
Sonhando com azuis
E amarelos
E verde esperança
Ah!...
Ela não se cansa!

Arnalda Rabelo

sábado, 3 de outubro de 2009




Além do Jardim

Além do jardim
moram os sonhos adormecidos
Os pássaros engaiolados
Os golfinhos enamorados que ainda não se encontraram
A flor, o beija-flor
A abelha, o mel
Além do jardim moram os sonhos de cor doce
Os azuis, os lilases, os prateados.
A ventania do outono os levou junto às folhas secas
Soprou como quem varre um jardim
de acácias cor de rosa que ainda não desabrocharam
Quantos sonhos estão lá! Ávidos por viver!
Fazem acordes, tocam flautas
enquanto esperam que os
ventos perfumados da primavera passem por lá
e os façam acontecer...
Além do jardim...

Arnalda Rabelo.

domingo, 27 de setembro de 2009




O Flamboyant

Era uma ruazinha simples
Sem nenhum encanto
Não havia pássaros, nem canto
Ao final daquela rua avistava-se uma árvore frondosa.
Flores alaranjadas bailavam no ar
Desatavam-se as folhas em vôo livre rumo aos céus
O vento sorria extasiado com rara beleza
Ao chão, um tapete colorido e perfumado
Aproximei-me mais...
Deixei-me fascinar...
Gotas poéticas inundaram os meus olhos
A rua enchera de poesia
de cores e fantasias
Ah! O Flamboyant!

Arnalda Rabelo

quarta-feira, 23 de setembro de 2009



Decida brilhar!

Se você for uma pessoa que brilha,
é bem provável que ao longo do caminho
circunstâncias, obstáculos,tentarão apagar esse brilho
Não se intimide!
Brilhe assim mesmo!
Nada poderá ofuscar a luz que habita em você!
É dom de Deus!
É graça!

Brilhar é fazer das noites sombrias, versos e poesias
Brilhar é servir esta poesia em uma bandeja
enfeitada com morangos e cerejas
Brilhar é juntar o rio de lágrimas desprezadas ao chão
e lançá-las a um lugar muito mais alto
onde formam-se as chuvas para o próximo verão.
Brilhar é doar-se por amor
oferecer as mãos junto ao coração

Brilhar é saber esperar o inverno passar
com o coração aquecido de esperança
Brilhar é espalhar pétalas no caminho
sem se preocupar com quem vai passar,ou não...
Brilhar é voltar atrás e corrigir o tráfego
reconhecer que faltou barro pra sustentar a construção.

Brilhar é ser diferente!
É ter alma de criança!
É ter mel dentro de si, é brincar com os bem-ti-vis
Seja no inverno,seja no verão.

Arnalda Rabelo

sábado, 12 de setembro de 2009



CAPÍTULOS

Algumas vezes é imprescindível ficarmos um tempo a sós.

Lermos e relermos os mesmos capítulos até compreendermos

que histórias têm princípio, meio e fim.

E depois voltarmos aos mesmos campos de lavanda

onde outrora nutriu a doce seiva...

Pisarmos na terra sem mágoa ou dor.

Compreendermos que o solo não fenece,

e que os perfumes de outrora

ainda se encontram embebidos na relva

aguardando novas chuvas.


Arnalda Rabelo

quinta-feira, 10 de setembro de 2009



Manhã de Setembro

Límpida era aquela manhã
onde seu rosto
desvendava-se para mim.
Perfumes de rosas e romãs
inebriavam o dia ávido de euforia
O vento bailava e embalava
a doçura daquele instante.
Pássaros livres com gosto de
primavera na boca
assim deslizávamos nos jardins dos sonhos
Queria somente reaprender a voar
no momento em que
subitamente seus olhos
pousaram sobre os meus.

Arnalda Rabelo

segunda-feira, 7 de setembro de 2009




Florescer

Fazemos força para nascer...
E um contínuo esforço para crescer
Porem, algumas vezes, no auge de nossas folhas, flores e frutos
Temos que morrer

Assim como existe o escuro da noite
O pranto...
Há o clarão do dia
A alegria...

Assim como existem as chuvas molhando a terra
Para novo plantio
Há o podar das árvores
Para frutos novos e sadios

O tempo agora é de reviver!
Quero apenas, poder amanhecer!
E, em meio aos espinhos
Pegar carona com a primavera e florescer

Arnalda Rabelo

sábado, 29 de agosto de 2009



Primavera

É tempo de ver os sonhos inflamarem,
Acordar a doce magia dos olhos,
e então, ver flores no sol,
no mar, no luar...

Ah! Primavera!
Seu cheiro aguça as fontes dos desejos
Faz o amor chegar de mansinho, assim bem devagarzinho,
e um beijo roubar

Primavera que canta a canção do amor que se foi
Mas que no coração insiste em voltar.
Esse amor que busca colher os lírios,
as gérberas do seu pomar

Vem Primavera!
Vem nos fazer acreditar de novo no paraíso!
Afagar as pétalas do riso!
Vem encher a palidez do mundo com suas cores!

Vem rimar com nossa alma,
Preencher a vida com novos sabores
Vem surpreender a dor...
Tua presença exala perfume de amor, desabrochando em flor.

Vem Primavera!

Arnalda Rabelo

sábado, 15 de agosto de 2009



Ah! Se eu pudesse!

No silêncio desta tarde calma
Onde o sol se esconde lentamente no horizonte
Avisto um coração ora triste, ora alegre...
Se escondendo por trás de uma doce face

Se eu pudesse transporia os montes
Deitaria sua cabeça em meu colo
Falar-te-ia de amor... Abraçar-te-ia fortemente
Diria que o inverno já passou
Que os céus sorriem junto aos colibris

Se eu pudesse escrever-te-ia um poema
Com tintas brilhantes falando de fantasias
Entraria pelas arestas... Fazendo festa
Viveria somente para você e você para mim

Ah! Se eu pudesse!

Arnalda Rabelo.

domingo, 2 de agosto de 2009



Da vida nem quero tanto...

Da vida nem quero tanto
Pelas manhãs o seu abraço
Nas tardes douradas seu colo
E nas noites uma casa no campo

Não quero castelos de areia
Quero construções em rochas
Singelas, porém harmoniosas
Com mais flores e menos pranto.

Quero um sorriso largo e intenso
Viver um dia de cada vez
Com sinceridade e doçura
Com mais graça e menos lei

Da vida nem quero tanto
Quero amigos junto à mesa
Compartilhar sem hipocrisia
Olhar nos olhos e exalar alegria.

Não quero tanto da vida...

Arnalda Rabelo

domingo, 26 de julho de 2009



Não é Tarde

Não é tarde para sonhar
Tão pouco para realizar
Comece! Recomece!
Extraia forças da fraqueza
Pise nas águas
Toque o mar! As águas vão se abrir!
Abra os olhos e veja:
O sol ainda brilha como antes
A figueira floresce
Os pássaros cantam com fulgor
O céu ainda é azul
E sobre nós, ainda paira uma nuvem de amor

Arnalda Rabelo

sábado, 25 de julho de 2009



Rosas Minhas

Vibrantes e aveludadas
brancas, amarelas, vermelhas...
Ah! Rosas minhas!
As preferidas, as vermelhas.

Uma tela acordada
pelos córregos ardentes
Trinca a alma da lua
embaçada pelos ventos

Expressão emudecida
sem nenhuma euforia.
Espinhos?
Secas folhas?
Que nada ofusque o canto das rosas
Fragrância de alegria.

Arnalda Rabelo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009



Presença

Por onde passa deixa uma pluma
um afago, um rastro de sol
Os caminhos por onde trilha
colore com uma cor doce

O toque das mãos lembra brisa de tardinha
Tão mansa, tão clara, tão minha.
Os olhos? Um oceano...
Tesouros inimagináveis

A voz soa como um coral de anjos
Incontida alegria a inebriar os dias
Rumores de chuva...
Delicados pingos de diamantes.

Arnalda Rabelo

quarta-feira, 22 de julho de 2009



Mero Engano

Estava frio lá fora
Escondia-me no porão da minha alma
Pensava eu:Os porões são escuros e sombrios
Impossível enxergar o amargor
Mero engano...

O sol chegava e, transpassava as paredes do porão
Tamanha claridade desnudava o oculto
Trazia à existência o inexistente
E eu,
abandonava a areia movediça
Enfeitava as paredes internas
e do crepúsculo saía.

Arnalda Rabelo


Sonho Azul

Há dias em que o sol
tem cor diferente...
A brisa cheira a flores
Cantiga de amores
Há dias em que tua voz chega
com o vento
despertando o sonho azul
que dormia
calmamente.

Arnalda Rabelo


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